Obama se reúne com presidentes da Unasul
Agência ANSA
PORT OF SPAIN - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reúne-se na manhã de deste sábado com os líderes da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), em um encontro paralelo à 5ª Cúpula das Américas, iniciada ontem na cidade de Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago.
Será a primeira oportunidade da maioria dos governantes da região de dialogar pessoalmente com Obama. Até hoje, somente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve o privilégio, durante uma visita a Washington realizada em março.
O encontro, previsto para começar às 8h locais (9h em Brasília) foi pedido pelo próprio mandatário norte-americano, que consultou sua colega chilena, Michelle Bachelet, presidente de turno da Unasul. Lula também colaborou para arquitetar a audiência.
Segundo informações divulgadas durante a semana pelo governo chileno, o principal tema dos debates deverá ser o impacto da crise na América do Sul e possíveis medidas para enfrentá-lo.
Na última quarta-feira, quando anunciou a realização do encontro, Bachelet afirmou que o presidente dos Estados Unidos havia manifestado a intenção de "escutar e conversar" com a região.
As nações do continente, disse ela, 'esperam com muita esperança que a relação dos Estados Unidos com a região seja uma relação de sociedade, cooperação, que permita o desenvolvimento mais harmônico'.
Após a audiência, terão início as sessões plenárias da Cúpula -- três ao todo --, que abordarão assuntos como prosperidade, produção de energia limpa, desenvolvimento sustentável e manutenção da democracia.
Ao meio-dia, será tirada a foto oficial. À noite, o primeiro-ministro de Trinidad e Tobago, Patrick Manning, oferecerá um jantar às autoridades presentes.
Recomeço
Além da Unasul, Obama se reunirá ainda com países do Sistema de Integração Centro-Americano (Sica) e da Comunidade do Caribe (Caricom).
Ontem, em seu primeiro discurso em Trinidad e Tobago, o democrata prometeu "lançar um novo capítulo" no relacionamento com a América Latina. Ele reconheceu os erros cometidos por seu país no passado, mas advertiu que os Estados Unidos não podem ser culpados de todos os problemas do hemisfério. "Não apenas os Estados Unidos precisam mudar, todos nós temos a responsabilidade de olhar para a história", disse.
No outro ponto principal de sua intervenção, o presidente anunciou 'um novo começo' também no diálogo com Cuba.
