Itália se diz 'pronta' para ajudar EUA com fechamento de Guantánamo

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Agência ANSA

BRUXELAS - O ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, anunciou que a Itália 'está pronta para colaborar' com a nova administração dos Estados Unidos, que anunciou na última semana o fechamento da prisão norte-americana em Guantánamo, Cuba.

Em declarações à ANSA, Frattini confirmou ter 'apreciado muito a decisão' do novo presidente norte-americano, Barack Obama, pois em Guantánamo há 'detidos acusados de terrorismo, mas há outros que não são prisioneiros', como é o caso 'no centro de proteção e custódia de refugiados, onde estão dissidentes cubanos', por exemplo.

O ministro italiano, que está em Bruxelas para uma reunião com os chanceleres da União Europeia nesta segunda-feira, explicou que o encontro deve discutir os meios de ajudar os Estados Unidos no fechamento de Guantánamo e as 'regras' para receber os detentos da prisão norte-americana.

Por outro lado, o chanceler da República Tcheca, país que exerce a presidência de turno da UE, Karel Schwarzenberg, considerou que a recepção de prisioneiros de Guantánamo, atualmente cerca de 250, 'não é tão simples' e corresponde 'a cada país em particular'.

- Devemos primeiro ver quais serão os pedidos dos Estados Unidos e depois decidir - disse o chanceler antes do encontro.

David Miliband, ministro das Relações Exteriores britânico, afirmou, por sua parte, que Londres 'já deu a sua contribuição' e esclareceu que sua presença na reunião tem como princípio 'compartilhar com os outros colegas a nossa experiência'.

Barack Obama ordenou o fechamento da prisão no último dia 22, segundo dia de seu mandato, proibindo também as torturas no local. Logo depois, a França elaborou um plano de cinco pontos ratificando a intenção de colaborar, mas deixando a decisão de participar ou não a critério de cada país.