Ingrid Betancourt diz ter sido vítima da demência humana
Agência ANSA
NICÓSIA - 'Se estou aqui hoje é porque saí da floresta amazônica após uma longa viagem nas profundezas das vísceras da guerra e o faço como vítima da demência humana', disse nesta terça-feira a ex-prisioneira das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt.
Foi com estas palavras que Betancourt abriu hoje seu discurso na mesa redonda 'América Latina: para uma civilidade da paz' que se desenvolve no âmbito do encontro internacional inter-religioso organizado no Chipre pela Comunidade de Sant'Egidio.
- A minha liberdade, readquirida há pouco, e o contraste entre a vida de ontem e aquela de hoje aumentam no meu coração o peso que sinto pelo aprisionamento de mais de 3 mil de meus companheiros seqüestrados, que ainda estão na Colômbia e cujo sofrimento continuo a levar nas minhas costas. A guerra é apenas isso. É sofrimento, anos de solidão e morte, humilhação e maus-tratos, dor. E depois as recordações, que nos perseguem - continuou a ex-candidata presidencial.
