Ministro japonês diz que não é hora de convocar eleições

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REUTERS

TÓQUIO - O ministro de Finanças do Japão pediu neste domingo que o primeiro-ministro, Taro Aso, não convoque eleições antecipadas, devido à crise financeira global e à necessidade de Tóquio de tomar seus próprios passos para contê-la.

Os boatos são de que Aso possa convocar eleições gerais em 30 de novembro, em uma aposta para interromper a paralisação política causada pelo controle do Senado pela oposição, possibilitando o atraso de leis e a paralisação de medidas políticas.

Mas uma queda acentuada nos preços das ações na bolsa de Tóquio e um salto no fortalecimento do iene, que estão golpeando os lucros dos exportadores à medida que a economia japonesa desliza para a recessão, estão dificultando a decisão.

- Eu disse que se houver ansiedade nos mercados financeiros e acionários e se a incerteza global começar, então nós não teremos espaço para convocar uma eleição - disse o ministro da Economia, Kaoru Yosano, em um programa de TV.

- Nós temos medidas orçamentárias para tomar e na cúpula de líderes mundiais em 15 de novembro, o Japão provavelmente vai receber várias 'lições de casa' - acrescentou. - Se nós tivermos uma eleição enquanto estivermos fazendo nossa 'lição de casa', nós não poderemos fazer nada - disse.

Os Estados Unidos vão sediar uma cúpula de líderes globais sobre a crise financeira em Washington em 15 de novembro.