Panamá afirma que base militar dos EUA no país é impossível
Andrew Beatty, REUTERS
CIDADE DO PANAMÁ - O Panamá descartou abrigar uma base militar norte-americana para repor uma base desativada pelo governo de Quito no Equador, afirmou uma autoridade panamenha nesta sexta-feira. Panamá - assim como Peru e Colômbia - foram cotados como um possível local para substituir a base aérea de Manta, no oeste do Equador, um ativo estratégico chave para a campanha de Washington para impedir que a cocaína da América Latina chegue aos Estados Unidos.
O presidente equatoriano Rafael Correa, aliado do venezuelano Hugo Chávez, jurou cortar seu braço antes de permitir que Washington mantenha a sua base após o fim do contrato em 2009. O Exército norte-americano afirmou que gostaria de achar outro lugar para conter as ações dos narcotraficantes. O ministro da Justiça do Panamá, Daniel Delgado, afirmou que seu país possui uma história turbulenta com os EUA o que torna um acordo impossível.
- Não haverá bases ou instalações (no Panamá) - afirmou Delgado à Reuters.
No entanto, o Panamá possui ligações fortes com os EUA, o país da América Central só conseguiu a sua soberania quando Washington entregou o controle sobre o Canal de Panamá e as terras ao redor dele.
A localização estratégica e a infra-estrutura militar norte-americana deixada após o fim do controle dos EUA sobre o canal significa que o lugar seria um substituto atrativo para a base de Manta, afirmaram analistas militares.
Autoridades de combate as drogas norte-americanas estimam que 80% da cocaína que chega aos EUA vinda da América do Sul passa pelas águas do Panamá. O Panamá, que dispensou o seu Exército após a queda do ditador militar Manuel Noriega em 1989, recentemente anunciou que irá reformar os serviços de segurança para impulsionar os esforços para combater o narcotráfico e procura fundos norte-americano para financiar o projeto.
