Preços dos alimentos seguirão altos até 2017, alertam FAO e OCDE

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Agência AFP

PARIS - Os preços mundiais dos alimentos cairão um pouco em relação aos níveis recordes atuais, mas seguirão elevados durante pelo menos uma década, prevêem a Organización da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) em um relatório sobre as perspectivas agrícolas mundiais no período 2008-2017.

- Uma vez que retrocedam de seus atuais níveis máximos, no entanto, os preços permanecerão em níveis médios maiores, a médio prazo, que na década passada - afirma o documento.

Quase 30 países da África, Ásia e Caribe registraram protestos nos últimos meses pelos altos preços dos alimentos. No Haiti a situação derrubou o primeiro-ministro.

O estudo foi preparado em um "clima de crescente instabilidade dos mercados financeiros, uma inflação mais elevada dos preços dos alimentos, sinais de um debilitamento do crescimento econômico mundial e preocupações sobre a segurança alimentar - explicaram a FAO e a OCDE.

- Os preços para a próxima década também podem ser mais voláteis que no passado - advertiram.

O relatório antecipa que os preços nominais da carne de porco e de vaca subirão 20% em 2008-2017 na comparação com 1998-2007; o açúcar branco e mascavo subirá 30%; o trigo, o milho e o leite desnatado em pó de 40% a 60%; a manteiga mais de 60% e os óleos vegetais mais de 80%.

- Os pobres, e sobretudo os pobres urbanos em países em desenvolvimento importadores de alimentos, sofrerão mais - opinam FAO e OCDE.

- Precisamos de mais ajuda humanitária para reduzir o impacto dos elevados preços nos países muito pobres - acrescenta o documento.