EUA: inocente ganha US$ 1,25 mi após 24 anos preso

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Agência AFP

FLÓRIDA - O americano Jerome Alan Crotzer, que passou 24 anos preso após ser condenado em 1982 por rapto e estupro de duas mulheres, entre outros crimes, até que testes de DNA mostraram sua inocência, será indenizado em US$ 1,25 milhão, anunciou o Estado da Flórida (sul dos EUA) hoje.

O governador da Flórida, Charlie Crist, assinou uma lei que ordenou a indenização em dinheiro pelo anos que passou, injustamente, atrás das grades, pagando por crimes que não cometeu.

Testes de DNA concluídos em 2006 determinaram sua inocência.

- O dinheiro não substitui o tempo que Alan perdeu na prisão - reconheceu Crist, que felicitou os legisladores estaduais pela lei que estabeleceu a indenização.

Pelos delitos pelos quais foi declarado culpado - além dos já mencionados, duas acusações de agressão sexual a mão armada e assalto agravado com a arma e tentativa de roubo com arma -, foi sentenciado a 130 anos de prisão, em uma época em que não existia teste de DNA.

Crotzer tentou tirar proveito de sua prisão injusta e, em sua longa estada na cadeia, obteve um diploma geral em educação, trabalhou como horticultor e conseguiu licença para controlar epidemias de insetos.