Bush analisa futuro das tropas americanas no Iraque
Agência EFE
WASHINGTON - O presidente americano, George W. Bush, reuniu-se hoje a portas fechadas com seus assessores no Departamento de Defesa dos Estados Unidos para analisar a situação do país no Iraque e discutir sobre futuras reduções no contingente militar ali destacado.
Segundo o porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman, a reunião durou cerca de duas horas.
Estiveram presentes nas conversas os chefes de Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Stephen Hadley, e o chefe de Gabinete da Presidência americana, Joshua Bolten.
O vice-presidente americano, Dick Cheney, recém-chegado de uma viagem pelo Oriente Médio, também esteve presente nos debates.
Segundo Whitman, a reunião, paralela a uma similar realizada na segunda-feira no Departamento de Estado dos EUA, teve como tema principal "conhecer os pontos de vista sobre o Iraque e o caminho a seguir".
O chefe da Junta do Estado-Maior, almirante Michael Mullen, presidiu a sessão.
Mullen havia previsto apresentar a opinião dos comandantes de quatro das cinco partes integrantes das Forças Armadas americanas - o Exército, a Marinha, a Força Aérea e a Infantaria da Marinha - sobre a estratégia em terras iraquianas.
Bush quer juntar informações sobre os níveis recomendados de tropas no Iraque antes de o comandante-em-chefe das tropas americanas no país árabe, general David Petraeus, apresentar um relatório sobre a situação no Congresso americano nos dias 8 e 9 de abril.
Há a expectativa de que, seguindo as recomendações de Petraeus, Bush anuncie uma interrupção nos cortes de tropas que ocorreram ao longo deste ano após a apresentação desse relatório, à espera da evolução da situação no Iraque.
Cerca de 156 mil soldados americanos estão destacados no Iraque atualmente, número que será reduzido para 138 mil em julho caso o calendário previsto seja cumprido.
