Assassino de Ríos causa polêmica ao cobrar recompensa
Portal Terra
BOGOTÁ - O pagamento de recompensa ao guerrilheiro que matou Iván Ríos, um dos sete membros da cúpula das Farc, gerou polêmica na Colômbia entre aqueles que consideram eficaz dar dinheiro a rebeldes que traiam seus chefes e quem acredita que o Estado não deve pagar por qualquer tipo de crime.
O guerrilheiro, que se apresentou como Pablo Montoya - até agora havia sido identificado apenas como Rojas -, disse esperar que o governo cumpra a promessa e pague a recompensa oferecida pela cabeça de Ríos.
"Espero que cumpram, para que exista credibilidade", disse Rojas aos jornalistas que foram entrevistá-lo em uma guarnição militar na cidade de Pereira (360 km a oeste de Bogotá).
Montoya se entregou na última quinta-feira a militares no oeste da Colômbia trazendo consigo a mão de Ríos, que cortou para provar que o tinha matado. O corpo do chefe guerrilheiro foi encontrado horas depois junto ao de sua companheira, também morta por Rojas, no local apontado por ele.
Por Ríos, o mais jovem integrante do secretariado (a cúpula) das Farc, foram oferecidas diferentes recompensas, entre elas uma do governo colombiano de 5 bilhões de pesos (US$ 2,6 milhões).
A morte de Ríos é o segundo grande revés sofrido pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia desde 1º de março, quando o número dois do grupo, Raúl Reyes, morreu em um ataque do exército colombiano no acampamento onde ficava no Equador.
Rojas justificou o pagamento de sua recompensa e disse que confia na palavra empenhada pelo presidente Alvaro Uribe, além do ministro da Defesa Juan Manuel Santos e do comandante do Exército, general Mario Montoya.
