Cristina Fernández rejeita incursão colombiana no Equador
Agência EFE
BUENOS AIRES - A presidente da Argentina, Cristina Fernández, rejeitou hoje energicamente a incursão do Exército colombiano em território equatoriano, ocorrida no último sábado, causando a morte do 'número dois' das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), conhecido como 'Raúl Reyes'.
- Acho que é importante a condenação unânime à violação da soberania territorial, que não pode ter nenhum pretexto - disse Cristina.
- Não há um só presidente que não tenha me afirmado isto: a necessidade de rejeitar plenamente a violação da soberania territorial de qualquer de nossos países, sob nenhuma causa - afirmou.
A governante argentina assinalou que a crise suscitada entre Colômbia, Equador e Venezuela após esta operação militar derivou em "uma tensão que há muito não era vista no continente', e assegurou que o importante agora é contribuir para aplacar os ânimos.
- O que se deve fazer é diminuir a tensão. Este é o primeiro objetivo, mas não podemos perder de vista a questão de que é preciso rejeitar plenamente também a violação da soberania territorial equatoriana, e isto exigirá obviamente um pedido de desculpas por parte da Colômbia - considerou.
Cristina conversou por telefone sobre a crise com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, assim como com seus colegas de Colômbia, Equador e Chile. Por sua vez, o Governo argentino pediu à Organização dos Estados Americanos (OEA) para que ratifique o princípio de inviolabilidade territorial. Cristina Fernández deve viajar hoje à Venezuela, em uma visita que originalmente estava centrada em temas econômicos, mas agora terá como ponto principal a crise surgida entre Colômbia, Equador e Venezuela.
