Eleição de presidente do Líbano é fundamental, diz Moussa

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Agência EFE

BEIRUTE - A eleição de um presidente para o Líbano é fundamental para que se realize com sucesso a cúpula árabe prevista para os dias 29 e 30 de março na Síria, segundo o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa. Em entrevista publicada nesta quinta-feira pelo jornal internacional "Al-Hayat', Moussa explica que essa postura é compartilhada pela maioria dos dirigentes dos 22 países da Liga Árabe.

- Há alguns líderes árabes que consideram a escolha de um novo presidente (libanês) básica para o êxito da cúpula árabe - afirmou Moussa.

Nas últimas semanas, Arábia Saudita, Egito e Jordânia, que são considerados os países árabes mais moderados, insinuaram a possibilidade de boicotar a reunião, se as diferentes forças políticas libanesas não chegarem a um acordo para a escolha de um novo chefe de Estado. Esses países acusam a Síria de não fazer esforços suficientes para resolver a crise aberta no Líbano.

Moussa criticou o Parlamento libanês por adiar, pela 15º vez, em 25 de fevereiro, a sessão parlamentar na qual o chefe do Exército e único candidato de consenso, Michel Suleiman, deveria ser eleito presidente do país. O secretário-geral da Liga Árabe considera que a sessão de segunda-feira teria que ser realizada, apesar da falta de acordo sobre a distribuição de pastas ministeriais no Governo.

Moussa realiza esforços diplomáticos para solucionar a crise do Líbano, onde os grupos políticos não conseguem chegar a um consenso para eleger o presidente, enquanto o Executivo atual não é reconhecido por alguns dos partidos. A Liga Árabe elaborou um plano, conhecido como Iniciativa Árabe, que prevê a eleição de um novo chefe de Estado, a formação de um Governo de união nacional e a reforma da legislação eleitoral, para sair da paralisia atual.