Muçulmanos anunciam mobilizações contra bloqueio da Faixa de Gaza
Agência EFE
CAIRO - O grupo Irmãos Muçulmanos anunciou hoje que enviará ajuda humanitária à Faixa de Gaza e organizará marchas e protestos maciços contra o bloqueio israelense a este território palestino.
- Vamos nos esforçar para avisar o povo egípcio e mobilizá-lo para que cumpra sua responsabilidade e pressione o Governo para que rejeite o que está acontecendo em Gaza - afirmou o chefe dos Irmãos Muçulmanos, Mohammed Mahdi Akef, em entrevista coletiva.
Akef fez essas declarações na sede deste grupo ilegalizado depois que parlamentares, ativistas e opositores de diferentes movimentos, partidos e sindicatos formaram um comitê para estudar as medidas necessárias para abrir as fronteiras com os territórios palestinos.
Dentro de seu plano de trabalho, os opositores islâmicos - apoiados pelos grupos minoritários de liberais, nacionalistas e comunistas - pedirão à Liga Árabe e ao Parlamento egípcio que realizem reuniões urgentes para 'salvar' os palestinos em Gaza.
Apesar de 25 membros dos Irmãos Muçulmanos terem sido detidos neste domingo à noite em Alexandria por se manifestarem contra o bloqueio israelense, Akef deixou claro que seu grupo não teme a Polícia.
- Se não tivéssemos feito bem nossos cálculos para fazer frente à agressão policial (egípcia), não teríamos nos reunido hoje - disse Akef, insistindo em que 'é nosso dever e obrigação ajudar os palestinos'.
Representantes de diversas tendências políticas que se somaram aos Irmãos Muçulmanos pediram em comunicado, distribuído durante a entrevista coletiva, que o Governo abasteça 'imediatamente' a Faixa de Gaza com gás e eletricidade, e que envie ajuda humanitária.
Além disso, pediram para romper as relações 'com os sionistas' e convocar o embaixador egípcio em Washington para pedir explicações sobre as conseqüências 'destrutivas' da última visita do presidente americano, George W. Bush, à região.
