'Telesur' exibe entrevista de policial colombiano refém das Farc
Agência EFE
CARACAS - A emissora de TV 'Telesur' exibiu na noite deste domingo uma entrevista com o capitão da Polícia Guillermo Solórzano, em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde junho.
A entrevista, incluída em uma reportagem intitulada 'Vozes da Floresta', foi feita há um mês e meio, segundo um comunicado da "Telesur', que tem sede na Venezuela.
Nas imagens, foi possível ver o capitão colombiano, em um local não identificado, comentando sua 'luta constante para sobreviver' e declarando que pensa 'todos os dias' em sua família e em 'como conseguir a liberdade'.
Solórzano, que aparece diante de uma tela como fundo da imagem durante a entrevista, contou que tentou fugir há pouco tempo de seu cativeiro, mas foi novamente capturado após várias horas de fuga.
Disse também que escuta 'as mensagens' de familiares enviadas "através do rádio', e afirmou que essas mensagens servem como "alimento' para todos os reféns, embora em nenhum momento tenha falado de outros seqüestrados.
O capitão colombiano falou ainda de sua esperança em um acordo humanitário que permita sua libertação e a dos demais reféns, e cita a mediação do presidente venezuelano, Hugo Chávez, 'para conseguir um consenso'.
A mediação de Chávez e da senadora colombiana Piedad Córdoba foi dada por encerrada pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, na quarta-feira passada, embora o chefe de Estado venezuelano tenha indicado que, apesar de acatar a decisão, continua à espera das provas de vida dos reféns.
A reportagem exibida pela 'Telesur', de pouco mais de meia hora de duração, inclui também uma entrevista de um comandante das Farc, identificado como Leonel Paez, que, segundo a cadeia, dirigiu a operação na qual o policial foi seqüestrado.
Além disso, a reportagem exibe imagens de manifestações a favor de um acordo humanitário e outras de declarações de Chávez, Uribe e Córdoba.
O fim da mediação e os motivos alegados por Bogotá geraram uma forte tensão entre Uribe e Chávez, quem hoje afirmou que colocaria as relações com a Colômbia em um 'congelador'.
