Premiê assume poderes no Líbano e tenta tranquilizar população

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REUTERS

BEIRUTE - O primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, assegurou ao país neste sábado que não há razão para alarme e afirmou que o seu gabinete está assumindo os poderes executivos, na ausência de um presidente pela primeira vez em nove anos.

O mandato do presidente Emile Lahoud expirou na meia-noite da sexta-feira (20h de Brasília), após o Parlamento não ter conseguido escolher um sucessor que pudesse ser aceito tanto pelo grupo anti-Síria, situacionista, quanto pela oposição liderada pelo Hizbollah, pró-Síria.

- Quando a Presidência está vaga, os poderes do presidente vão para o gabinete constitucional e legítimo - disse Siniora à imprensa, depois de encontrar com o líder dos cristãos maronitas, Nasrallah Sfeir.

- Não há nada com que se alarmar. Nossa preocupação natural é como finalizar as eleições presidenciais. Ninguém, principalmente eu, vai aceitar que não haja um presidente da República - declarou.

Contudo, a oposição, liderada pelos xiitas do Hizbollah, dizem que o país no momento não tem nenhum dirigente legítimo. O grupo não reconhece o governo desde que os ministros xiitas renunciaram no ano passado.

A disputa reflete as recentes desavenças na região dos Estados Unidos e seus aliados com a Síria, o Irã e o Hizbollah.

O impasse político não causou impacto imediato nas ruas de Beirute, onde o comércio abriu normalmente. O Exército, sob grande prontidão para a sessão no Parlamento de sexta-feira, afrouxou o esquema de segurança.

Os Estados Unidos, as Nações Unidas, a União Européia e estados árabes como Jordânia e Egito devem reconhecer a autoridade do gabinete do premiê.