Irã assegura que produziu pastilhas de combustível nuclear
Agência EFE
TEERÃ - O diretor da Agência de Energia Atômica do Irã, Gholamreza Aghazadeh, afirmou neste sábado que seu país conseguiu produzir pastilhas de combustível nuclear que serão utilizadas na usina de água pesada de Arak, no centro do país.
Em declarações à agência 'Irna', Aghazadeh disse também que as instalações para fornecer combustível nuclear a essa usina 'estarão prontas para operar durante o próximo ano', e lembrou que Teerã já dispõe de 3 mil centrífugas para o enriquecimento de urânio.
- Já foram produzidas as pastilhas de combustível nuclear que serão utilizadas em Arak, de 40 megawatts - disse o responsável iraniano.
Ele assegurou ainda que 'não houve nenhuma mudança no plano (do Irã) de pôr em funcionamento 56 mil centrífugas (para o enriquecimento de urânio) na central de Natanz', também no centro da República Islâmica.
Aghazadeh criticou as pressões dos EUA e de outros membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU para endurecer as sanções ao Irã por sua recusa a abandonar as atividades de enriquecimento de urânio, e reiterou que Teerã seguirá cooperando com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
O Irã e a AIEA chegaram a um acordo em agosto, segundo o qual os iranianos se comprometem a esclarecer as 'ambigüidades' em seu programa atômico. Representantes das duas partes realizaram desde então várias negociações que Teerã qualificou de 'construtivas'.
Após a segunda rodada de conversas, em 24 de julho, o Irã permitiu que uma delegação da AIEA inspecionasse as instalações de Arak durante cinco horas -em 30 de julho- pela primeira vez desde que Teerã impediu o acesso dos inspetores a esta usina.
Em Arak, onde o Irã diz fabricar material radiológico para a luta contra o câncer, também se pode produzir plutônio, um dos elementos-chave para a construção de bombas atômicas.
Teerã assegura que seus esforços no campo nuclear são meramente civis e pacíficos, como no caso da geração de energia elétrica, mas os EUA e a UE temem que o país esteja tentando desenvolver clandestinamente um programa atômico militar, e pedem que suspenda o enriquecimento de urânio.
