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Greve ainda afeta França, mas fim deve estar próximo

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REUTERS

PARIS - Os transportes públicos franceses ainda enfrentam atrasos nesta quinta-feira, mas analistas prevêem para breve o fim da greve iniciada há nove dias, em protesto contra uma reforma previdenciária.

Os serviços ferroviários nacionais e as linhas locais parisienses funcionam de forma reduzida. Trabalhadores do setor realizam assembléias locais em todo o país para decidir se mantêm ou não a paralisação.

Mas o início de negociações, na quarta-feira, entre governo, sindicatos e a estatal ferroviária SNCF trouxe confiança de uma solução iminente.

'Rumo ao fim da greve na SNCF', foi a manchete do jornal conservador Le Figaro.

A estatal diz que a adesão à greve decaiu nos últimos dias. Na quinta-feira há mais trens e metrôs do que no começo da semana, embora os transtornos prossigam.

A greve é o maior desafio até agora no governo de Nicolas Sarkozy, eleito em maio com a promessa de reformas econômicas.

A opinião pública está firmemente ao lado do governo, que se empenha em não deixar o conflito trabalhista sair do seu controle -- o que seria mais um grave problema, num momento de preocupação generalizada com o custo de vida.

Os sindicatos de ferroviários, que se reuniram na quarta-feira com a direção da SNCF, devem manter as negociações por pelo menos um mês. Só o sindicato Sud Rail, mais radical, rejeitou o diálogo.

A RATP, entidade que administra os transportes em Paris, deve conversar com os sindicatos na segunda-feira.

Sarkozy promete não ceder no principal item da reforma previdenciária, o fim das 'pensões especiais' para determinadas categorias do funcionalismo público -- que podem se aposentar após 37,5 anos de contribuições, em vez de 40.

Mas a SNCF oferece algumas concessões, como a inclusão de extras no cálculo das aposentadorias ou aumentos salariais para funcionários em fim de carreira. Sindicalistas disseram que houve progressos.