R.Unido: Deputados não acham necessário aprovação de médicos a aborto
Agência EFE
LONDRES - Um comitê parlamentar britânico não acredita ser necessário o consentimento de dois médicos para autorizar os abortos no Reino Unido, como estabelece a legislação.
Segundo um relatório do Comitê de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Comuns do Parlamento divulgado hoje, não é útil a atual exigência de que dois médicos autorizem a suspensão da gravidez, já que pode causar atrasos.
Os deputados recomendam que apenas um médico possa assinar o consentimento, em vez de dois, como estabelece a Lei do Aborto.
Os membros do comitê ressaltam ainda que não se deveria impedir que as enfermeiras e as parteiras, sempre que recebam a preparação adequada, possam realizar os abortos.
Segundo os deputados, não há evidência alguma de que a intervenção das enfermeiras ponha em risco a segurança do paciente ou a qualidade do atendimento.
Segundo dados divulgados nesta quarta-feira, em 2006 foram realizados 200 mil abortos na Inglaterra e em Gales e 13 mil na Escócia.
