Membros do PKK dizem não ter medo de conflito com a Turquia
Agência EFE
BAGDÁ - Os guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) garantem não ter medo de um possível conflito com a Turquia, ao mesmo tempo em que transitam pelo Curdistão iraquiano e gozam da proteção e da hospitalidade de seus habitantes. Na aldeia iraquiana de Shiranish Islam, a cerca de 20 quilômetros da fronteira com a Turquia, três guerrilheiros do PKK turco tomam chá tranqüilamente na casa de um aldeão; a chegada inesperada de alguns jornalistas não parece incomodá-los.
São duas mulheres e um homem, entre 30 e 40 anos, os três com trajes curdos e coletes de camuflagem, armados com fuzis Kalashnikov dos quais não se separam nem para beber o chá.
- Nada de nomes, nada de fotos, nada de graduações: aqui somos todos iguais - declara a chefe do comando, que finalmente aceita dar seu nome: Haval, que diz estar há 'quinze anos com a guerrilha, desde que meu marido sofreu nas mãos dos turcos'.
- Não, não temos medo: nosso medo está guardado e trancado numa caixa - comenta, em referência à possibilidade de um ataque em massa das forças turcas - presentes com 100 mil homens na fronteira entre Turquia e Iraque - para acabar com os esconderijos do PKK, que provavelmente conta com 4 mil homens.
