Observadores estrangeiros destacam 'calma' em eleições argentinas
Agência EFE
BUENOS AIRES - Os observadores técnicos estrangeiros das eleições presidenciais de domingo na Argentina destacaram a atitude calma dos eleitores.
- Sem dúvidas, a Argentina e suas instituições podem elogiar a participação de seus cidadãos. A missão reconhece a atitude do povo argentino. Notamos um ambiente de completa tranqüilidade -, disse à agência Efe o salvadorenho Roberto Cuéllar, diretor-executivo do Instituto Interamericano de Direitos Humanos (IIDD).
A delegação de 30 especialistas em processos eleitorais de diversos países percorreu no domingo diferentes locais de votação da Argentina. A tarefa "não foi política, e sim eminentemente técnica", esclareceu Cuéllar.
Os observadores, dentro de 15 dias, enviarão um relatório com avaliações e recomendações ao Governo argentino. Mas Cuéllar antecipou que as eleições se destacaram por "uma atitude política e cultural de tranqüilidade e de calma", com "uma confiança global na institucionalidade" do processo.
A primeira-dama argentina, Cristina Fernández de Kirchner, venceu no primeiro turno, com 44,9% dos votos.
O diretor do IIDD, com sede na Costa Rica, reconheceu que houve demoras na formação das mesas de votação, e também algumas "aglomerações" para votar.
- Mas não vimos incidentes nem sinais de partidos agindo para influir no voto. Houve alegações sobre mecanismos para votar, sem enfrentamentos políticos -, disse.
Cuéllar também admitiu que em alguns locais de votação faltaram de cédulas para votar, como denunciaram partidos de oposição.
- Nós não recebemos denúncias porque não é nosso papel. Ouvimos reclamações muito fortes sobre a questão das cédulas, mas depois a própria candidatura do partido reconheceu a vitória da candidata governista -, disse.
