Durante Ramadã, EUA libertam 1.400 prisioneiros no Iraque
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BAGDÁ - As Forças Armadas dos Estados Unidos libertaram 1.400 detentos iraquianos até agora como parte das celebrações do mês sagrado do Ramadã, depois de obrigar cada um a fazer um juramento prometendo não atacar soldados norte-americanos ou iraquianos, afirmou um general dos EUA na quarta-feira.
A grande maioria das 25 mil pessoas mantidas sob custódia das forças dos EUA são árabes sunitas acusados de envolvimento com a insurgência iniciada contra o atual governo iraquiano, liderado por xiitas, e contra os militares norte-americanos.
O major-general Douglas Stone, comandante das instalações prisionais dos EUA no Iraque, afirmou a repórteres em Bagdá que o programa por meio do qual cerca de 50 detentos saíam livres todos os dias continuaria depois do Ramadã, que termina nesta semana. O mês sagrado dos muçulmanos havia começado na metade de setembro.
- Continuaremos a libertar os prisioneiros que não oferecem mais risco...à segurança - disse.
Nenhum dos libertados recentemente havia sido detido novamente sob a acusação de atacar soldados dos EUA ou do Iraque, afirmou o militar. Segundo os líderes sunitas do Iraque, muitas das pessoas mantidas nos centros de detenção norte-americanos são inocentes e não foram objeto de nenhum tipo de acusação formal.
A forma como os detentos vêm sendo tratados desperta fortes emoções entre os sunitas. O vice-presidente do Iraque, Tareq al-Hashemi, um sunita, defende há bastante tempo a libertação deles.
Dos 25 mil detentos mantidos nas prisões norte-americanas, 83 por cento são sunitas e 16 por cento, xiitas. Entre eles, há 860 com menos de 17 anos e 280 estrangeiros.
