Morales perde pênalti em partida com bolivianos em Nova York

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REUTERS

NOVA YORK - A baixa altitude de Nova York não ajudou o presidente boliviano, Evo Morales, a ter um bom desempenho futebolístico no domingo, quando desperdiçou um pênalti durante partida com bolivianos radicados nos Estados Unidos.

Morales está na cidade para a sessão anual da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Ele e outros políticos bolivianos jogaram contra um time de imigrantes da zona metropolitana de Washington, num campinho público à margem do rio East, num evento organizado pelo governo boliviano.

- Ele calculou mal. É que está acostumado a chutar a 3.600 metros de altitude, e aqui está no nível do mar - justificou Raúl Barrios, funcionário da embaixada em Washington, aludindo à diferença de peso e velocidade da bola em grandes altitudes.

Antes da partida, Morales falou a cerca de 250 pessoas, algumas das quais segurando cartazes com dizeres como "Evo, te amamos", ou "Evo, se você tivesse governado há 25 anos, nós (imigrantes) não estaríamos aqui".

Estima-se que cerca de 200 mil bolivianos vivam nos EUA, muitos deles clandestinamente.

- Que viva a Bolívia, que viva a revolução democrática e cultural - gritou Morales, defendendo a nacionalização da indústria da hidrocarbonetos em seu país.

O presidente distribuiu autógrafos, posou para fotos e assistiu a danças típicas do Departamento de Potosí (sul da Bolívia), antes de vestir a camisa 10 e entrar em campo.

Como jogador, Morales não pareceu tão popular quanto na qualidade de político. "Antes era melhor, agora já está velho", disse o boliviano Mario Flores, oriundo da mesma aldeia que o presidente, depois do jogo.

Morales fará um discurso sobre o clima na segunda-feira na ONU, antes do início formal da Assembléia Geral, na terça, segundo o embaixador boliviano em Washington, Gustavo Guzmán.

Ele também vai se reunir com o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, com o presidente do Equador, Rafael Correa, e com funcionários dos governos da Itália e do Irã.

Protegido por vários agentes do Serviço Secreto norte-americano, Morales não falou com jornalistas.