Milhares vão às ruas de Mianmar em protesto contra generais

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REUTERS

YANGUN - Dezenas de milhares de pessoas uniram-se nesta segunda-feira às marchas de monges budistas na cidade birmanesa de Yangun, nos maiores protestos contra os generais que governam Mianmar desde que manifestações de estudantes foram esmagadas, 20 anos atrás.

- As ruas estão lotadas - disse uma testemunha sobre a oposição aos generais e aos 45 anos de seu governo, que transformou o país rico em recursos em uma das nações mais pobres da Ásia.

Cinco colunas de monges, uma delas com mais de um quilômetro, marcharam de um santuários mais sagrados do país, o Shwedagon, para o centro da cidade, sob aplauso de milhares de pessoas que se juntaram a eles.

- As pessoas entrelaçaram seus braços em volta dos monges', contou a testemunha sobre o sexto dia de protestos. Entre as faixas levadas por eles há pedidos por reconciliação e libertação de presos políticos -- um deles é a vencedora do Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.

O que começou como crítica a aumentos de combustíveis no país no mês passado tornou-se um movimento mais amplo contra os generais. Um grupo de monges pediu protestos pacíficos contra a junta militar até que ela caia.