Bolívia discute como desbloquear Assembléia Constituinte

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LA PAZ - O governo boliviano conseguiu na terça-feira abrir um diálogo com autoridades e dirigentes de Sucre na busca por uma solução no conflito sobre a sede dos Poderes Executivo e Legislativo, que paralisa a Assembléia Constituinte do país há quase um mês.

O ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, se reuniu por três horas com líderes sulistas, um dia depois de conversar com representantes de La Paz, atual sede do governo boliviano, contrária à transferência dos poderes para Sucre.

- Um dos acordos agora é manter esse diálogo, há propostas de ambas as partes e vamos conversar de novo com o governo e possivelmente também com La Paz - disse à rádio Erbol o líder do comitê que defende a chamada "capitalidade plena" de Sucre, Jaime Barrón.

Quintana, homem-forte do governo de Evo Morales, disse que estava realizando "uma tarefa essencial de mediação" para que o conflito não bloqueie mais as sessões plenárias da Constituinte, instalada há 13 meses em Sucre.

Mas ainda restam outros focos de tensão, como o julgamento por prevaricação proposto por Morales contra quatro juízes do Tribunal Constitucional e propostas de setores do governo de incluir na nova Constituição a possibilidade de reeleição indefinida do presidente.

Morales, que já declarou várias vezes não estar interessado na reeleição, acusou a direita de usar o tema e de incentivar o conflito sobre a capital a fim de levar a Constituinte ao fracasso. A Assembléia tem até dezembro para promulgar a nova Carta.