Corte do Equador pede autorização para julgar presidente Correa

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REUTERS

QUITO - A Corte Suprema de Justiça do Equador pediu nesta quinta-feira autorização ao Congresso para julgar o presidente Rafael Correa por supostas ofensas contra um ex-funcionário de menor escalão, o que provocou um escândalo no governo do líder nacionalista. O pedido judicial não deve representar uma ameaça à permanência de Correa no cargo, mas pode incitar a conflitos entre os Poderes.

O caso tem origem na divulgação, em maio, de vídeos em que o ex-ministro da Economia Ricardo Patiño aparecia reunido com políticos e especialistas no manejo da dívida externa. O caso levou à demissão do ministro. Os vídeos foram gravados e difundidos por Quinto Pazmiño, um ex-assessor do ministério, que decidiu processar o presidente por injúria depois de ser demitido e chamado de 'canalha'. Ele afirma ter outras gravações.

O governo minimizou o processo. - Do ponto de vista profissional e processual, não dou maior importância, porque considero que a denúncia de Pazmiño tem problemas de fundo, e caso haja um processo judicial não vai prosperar - disse a jornalistas o assessor jurídico de Correa, Alexis Mera.