Japão reafirma rejeição à guerra no aniversário de sua derrota
Agência EFE
JAPÃO - O Japão lembrou nesta quarta-feira com um minuto de silêncio e uma solene cerimônia o 62º aniversário de sua dolorosa derrota na Segunda Guerra Mundial, ato no qual o primeiro-ministro, Shinzo Abe, reafirmou a rejeição de seu país a conflitos bélicos.
- Nosso país infringiu danos e dores consideráveis à população de países da Ásia durante a guerra - disse Abe. Ele reafirmou o "compromisso contra as guerras" do Japão e sua posição a favor da contribuição para a paz mundial.
Como em outras ocasiões, o chefe do Governo japonês, considerado um conservador no seu partido, mostrou o "arrependimento" de seu país em relação com a Segunda Guerra Mundial (1939-45) e seu voto pela "paz internacional".
Abe participou de uma solene cerimônia no centro Budokan, em Tóquio, para lembrar os 62 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, na qual morreram 2,3 milhões de soldados e civis japoneses.
Em 15 de agosto de 1945, o Japão se rendeu, dias depois de os Estados Unidos lançarem as primeiras bombas atômicas contra população civil da história, nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.
A cerimônia de hoje foi liderada pelo imperador Akihito e pela imperatriz Michiko. Parentes dos mortos no conflito participaram da solenidade.
Segundo a agência de notícias "Kyodo", a participante mais velha foi Koto Matsuoka, de 101 anos. Ela é mãe de um soldado do Exército Imperial japonês que morreu na antiga Birmânia. A mais jovem, de 10 anos, foi Honoka Nakaya, cujo avô serviu na Marinha japonesa e morreu na guerra.
