Ex-autoridades panamenhas serão julgadas por libertar Carriles

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Agência EFE

PANAMÁ - A juíza panamenha Marlene Morais resolveu chamar a julgamento três altos funcionários do Governo da ex-presidente Mireya Moscoso, acusados de abuso de autoridade no caso da libertação do anticastrista Luis Posada Carriles, em 2004.

Os ex-funcionários, que serão processados em janeiro próximo, são o ex-ministro de Governo e Justiça Arnulfo Escalona, o ex-diretor da Polícia Nacional Carlos Barés e o ex-subdiretor de Migração Javier Taipa, disse à agência Efe um porta-voz da Corte Suprema de Justiça.

Escalona, Bares e Taipa foram absolvidos da acusação de evasão solicitada pela promotoria, porque as instalações onde estava detido Posada não foram forçadas para permitir sua saída.

Posada Carriles e outros três colaboradores foram condenados no Panamá por acusações de posse de armas e uso de documentos falsos. O Governo cubano havia denunciado que ele estava planejando um atentado contra o presidente Fidel Castro durante a Cúpula Ibero-Americana de novembro de 2000, na capital panamenha.

Em agosto de 2004, poucos dias antes de deixar a Presidência, Moscoso indultou Posada Carriles, Gaspar Jiménez, Pedro Remón e Guillermo Novo, acusados por Havana de planejar um atentado contra Fidel Castro.

A decisão levou Cuba a romper relações diplomáticas com o Panamá, restabelecidas meses após a posse de Martín Torrijos como presidente.

Posada Carriles é acusado também da explosão de um avião comercial no qual morreram 73 pessoas e atentados terroristas contra a infra-estrutura hoteleira de Cuba. O ex-agente da CIA se encontra livre em Miami (Estados Unidos).