Operação israelense mata 5 palestinos na Faixa de Gaza
REUTERS
GAZA - Soldados israelenses mataram cinco palestinos na terça-feira quando entraram em choque com militantes durante uma operação na Faixa de Gaza, território atualmente controlado pelo Hamas, disseram militantes palestinos e funcionários de um hospital.
Um integrante do Hamas e um civil de 40 anos de idade morreram durante a operação militar nos vilarejos de Qarara e Abassan (sul), afirmaram dirigentes de um hospital.
Segundo o Hamas, um outro de seus militantes e a mãe dele foram mortos a tiros quando saíam de sua casa, na mesma área. Ao menos 12 palestinos ficaram feridos no conflito, durante o qual os soldados israelenses contaram com apoio aéreo.
O grupo militante Jihad Islâmica afirmou que um integrante seu morreu e que ao menos quatro ficaram feridos na explosão de um míssil lançado durante a operação.
Um porta-voz do Exército israelense disse que a operação pretendia encontrar um suposto túnel cavado por militantes na fronteira da Faixa de Gaza e que também pretendia impedir o lançamento de foguetes contra o território de Israel.
- Durante a operação, nossas forças depararam-se com homens armados e dispararam contra eles, atingindo ao menos quatro - afirmou o porta-voz.
O Exército disse ter detido cerca de 80 palestinos para interrogatório. Soldados descobriram uma bomba e um cinto com explosivos durante a ação, afirmaram os militares.
Durante o conflito ocorrido quase inteiramente em áreas residenciais, o Hamas afirmou que seus militantes usaram fuzis e granadas lançadas por foguete.
Testemunhas contaram que tanques responderam à investida com tiros de metralhadora, enquanto franco-atiradores israelenses disparavam contra os palestinos do alto das casas.
Um avião israelense lançou dois mísseis responsáveis por ferir sete militantes, afirmaram.
O braço armado do Hamas, as Brigadas Izz el-Deen al-Qassam, prometeu, em um comunicado, continuar lutando contra Israel 'até a vitória ou até o martírio'.
Israel tenta isolar o Hamas na Faixa de Gaza, território que o grupo passou a controlar em junho depois de ter expulsado dali a facção Fatah, um grupo secular ligado ao presidente palestino, Mahmoud Abbas.
