Assembléia afegã-paquistanesa começa sem presença de Musharraf
Agência AFP
CABUL - A "jirga da paz", uma assembléia de três dias reunindo centenas de dirigentes religiosos e tribais paquistaneses e afegãos, foi inaugurada nesta quinta-feira, em Cabul, para tentar fazer frente à rebelião dos talibãs apoiados por seus aliados da Al-Qaeda.
Um dos patrocinadores do encontro, o presidente paquistanês Pervez Musharraf, foi representado por seu primeiro-ministro, Shaukat Aziz, que chegou à reunião acompanhado do presidente afegão Hamid Karzai.
Ao inaugurar a reunião, Karzai declarou que ambos países podem derrotar a Al-Qaeda e os talibãs se trabalharem juntos.
- Sugeri uma reunião entre líderes religiosos, chefes, ex-dirigentes e personalidades influentes de Paquistão e Afeganistão para examinar a situação, disse Karzai à assembléia, que é realizada em Cabul sob um forte aparato de segurança.
- Se o problema emana do lado afegão, deveremos encontrar os meios para resolvê-lo. Se vem da parte paquistanesa, deveremos encontrar soluções. Se o problema está em ambas as nações teremos que encontrar soluções - acrescentou.
Karzai declarou que, "do ponto de vista afegão, o que acontece no Afeganistão não é obra de afegãos".
- É obra dos inimigos dos afegãos - ressaltou.
O presidente também deplorou o seqüestro de 16 mulheres entre os 21 reféns sul-coreanos prisioneiros dos talibãs.
- Ninguém jamais seqüestrou mulheres na história desse país - afirmou o chefe de Estado, considerando o gesto dos talibãs "infame para a história do Afeganistão".
