Costa Rica e Panamá assinam TLC com grandes expectativas
Agência EFE
COSTA RICA - A Costa Rica e o Panamá assinaram na última terça-feira um Tratado de Livre-Comércio (TLC) com a expectativa de dinamizar o comércio e o investimento bilateral entre dois vizinhos com uma longa trajetória de boas relações.
O convênio foi assinado pelos presidentes Óscar Arias (Costa Rica) e Martín Torrijos (Panamá). Eles destacaram que o acordo é um passo à frente nas "fortes" relações de amizade. O TLC deverá agora ser ratificado pelos dois congressos.
- Este é um dia histórico para as nossas profundas relações - disse Torrijos. Ele afirmou acreditar que o TLC aumentará o fluxo comercial do Panamá com seu principal parceiro na região.
Arias ressaltou que "desde o primeiro dia de entrada em vigor do TLC, cerca de 80% dos bens agrícolas da Costa Rica entrarão no mercado panamenho sem pagar imposto algum, assim como 93% dos bens industriais".
- Os investidores panamenhos virão a nosso país com condições privilegiadas e o mesmo tratamento receberão os investidores costarriquenhos quando chegarem ao Panamá - afirmou.
As negociações do TLC começaram em 2002 e terminaram em junho de 2007.
Entre os poucos produtos excluídos do TLC estão a batata e a cebola. As empresas panamenhas poderão participar dos mercados de seguros e telecomunicações, com a Costa Rica quebrando os monopólios estatais nas duas áreas.
Os empresários da Costa Rica obtiveram por sua vez o acesso a produtos que antes estavam fechados no mercado panamenho, como laticínios e frango.
O Panamá assinou um acordo comercial com a América Central em 2002 e mantém um TLC com El Salvador desde 2004. Além disso, já terminou negociações com Honduras. Falta concluir um acordo com a Guatemala e Nicarágua.
Em 2006, as exportações da Costa Rica ao Panamá foram de US$ 287,6 milhões, e as importações, US$ 182,7 milhões, segundo dados oficiais costarriquenhos.
