Olmert afirma que conflito no Líbano foi inevitável

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Agência JB

JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou nesta segunda-feira, em reunião do partido Kadima, que qualquer líder responsável na posição também teria decidido ir a combate no Líbano. Olmert acrescentou que 'a atual situação no Sul desse país é totalmente diferente da que houve antes de 12 de julho do ano passado. Alguns querem esconder ou negar este fato, e outros cuja posição é determinada por intenções ocultas'.

Desde o início dos confrontos com o Hezbollah em julho de 2006, Olmert recebeu críticas de intelectuais, como Amós Oz e David Grossman, e de grande parte da sociedade israelense, que considerou precipitadas as operações militares nas quais 144 soldados israelenses e 44 civis morreram.

Os resultados do primeiro relatório de uma comissão que o considerou responsável pela gestão deficiente no conflito também causaram um terremoto político no país. Cerca de 200 mil pessoas fizeram uma manifestação em Tel Aviv para pedir a sua renúncia, e a ministra de Exteriores israelense, Tzipi Livni, também pediu que Olmert renunciasse.