Irã diminuiu ritmo de enriquecimento de urânio, diz AIEA
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VIENA (ÁUSTRIA) - O Irã diminuiu o ritmo de seus esforços para ampliar o polêmico programa de enriquecimento de urânio, afirmou na segunda-feira Mohamed ElBaradei, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
A declaração veio a público depois de potências ocidentais terem ameaçado mais uma vez impor novas sanções contra o país islâmico.
A mudança de postura por parte do Irã foi percebida pelos inspetores da AIEA na semana passada, após meses durante os quais o país acelerou o processo de instalação de centrífugas responsáveis por refinar o urânio.
Potências ocidentais acusam o país islâmico de, secretamente, tentar obter armas nucleares.
O Irã considerou ilegais as duas séries de sanções limitadas que foram adotadas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) a partir de dezembro. Os iranianos afirmam que seu programa visa apenas à geração de energia elétrica e prometem continuar avançando nele.
Segundo ElBaradei, os inspetores da agência que acabaram de visitar a usina de enriquecimento de Natanz descobriram que o país vinha diminuindo o ritmo das atividades realizadas ali.
- Estivemos lá na semana passada e detectamos uma diminuição no processo de montagem das novas cascatas (de centrifugas) - disse o chefe da AIEA referindo-se às redes formadas por essas máquinas. ElBaradei afirmou ainda que houve uma queda acentuada no ritmo dos trabalhos.
No mês passado, ElBaradei pediu ao Irã que suspendesse a instalação de novas centrífugas a fim de que fossem 'paralisados' os esforços feitos para impor novas sanções ao país.
Potências ocidentais exigem que o país islâmico abandone por completo seu programa de enriquecimento de urânio.
Na semana passada, o Irã rechaçou a sugestão de ElBaradei. Mas as informações divulgadas na segunda-feira indicavam que o país havia mudado de postura. Não se sabe porém se a diminuição no ritmo deve-se a uma decisão política ou a dificuldades técnicas.
