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Primeiro-ministro da Somália pede envio de soldados da ONU

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Agência EFE

NAÇÕES UNIDAS - O primeiro-ministro da Somália, Ali Mohammed Ghedi, solicitou nesta quarta-feira o envio de capacetes azuis a seu país, pedido ao qual o Conselho de Segurança respondeu afirmando que primeiro deve ser firmado um acordo de paz entre as partes em conflito.

Na saída de sua reunião com o principal órgão de decisão da ONU, Ghedi disse à imprensa que o atual contingente da União Africana, de 1.700 soldados ugandenses, é insuficiente para manter a segurança em um país devastado por um longo conflito interno.

- A Somália tem o mesmo direito de outro país de receber assistência. Necessitamos de apoio político para nosso processo de reconciliação, e uma força internacional para que se possa garantir a paz e a segurança - declarou.

No entanto, os membros do Conselho de Segurança se mostraram pouco inclinados a enviarem uma força de paz, em um momento em que se prepara o envio de um contingente para a região sudanesa de Darfur.

O embaixador britânico perante a ONU, Emyr Jones Parry, disse que seu país seria favorável a uma força de paz para a Somália caso fosse alcançado um acordo de paz genuíno.

- Não se pode enviar uma missão de paz se não há paz para manter - declarou o diplomata.

Os membros do Conselho de Segurança expressaram seu apoio ao congresso de reconciliação convocado pelo Governo somali para o dia 15 de julho, para o qual se espera a presença de 1.325 delegados de diferentes clãs, etnias e milícias cujas diferenças dividem o país há mais de 15 anos.

O país africano está em um conflito interno no qual o Governo federal, apoiado por tropas etíopes, enfrenta milícias de corte islâmicas.