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Corpos de mortos em acidente de avião chegam à capital do Camboja

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Agência EFE

PHNOM PENH - Os corpos dos 13 sul-coreanos, cinco cambojanos, três tchecos e um russo que morreram segunda-feira em um acidente de avião chegaram nesta quinta-feira a Phnon Penh.

Fotos de 12 dos 13 turistas sul-coreanos foram colocadas entre incensos em um necrotério improvisado no Hospital Calmette da capital cambojana.

- É um dia muito trágico. Os corpos vão ser repatriados. Não vão ser incinerados aqui - declarou o embaixador da Coréia do Sul no Camboja, Shin Hyun-souk.

Uma família inteira de sul-coreanos morreu no acidente: o pai, jornalista de televisão, sua mulher, um filho de 5 anos e um bebê que não tinha nem 12 meses de vida.

O diplomata asiático disse que especialistas da Coréia do Sul já estão colaborando com as autoridades cambojanas nas investigações sobre a causa do acidente.

Já os corpos dos cinco mortos cambojanos, três deles parte da tripulação e outro sobrinho do presidente do governista Partido do Povo do Camboja (PPC), descansavam em um templo da cidade.

O primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen, ordenou uma revisão completa em todos os aviões que cobrem rotas nacionais, depois que se descobriu que o avião acidentado, um Antonov AN-24 de fabricação russa, tinha cerca de 30 anos.

O aparelho, que integrava a frota da companhia de preços baixos PMT Air, caiu durante uma tempestade em uma área de mata fechada, a poucos quilômetros de seu destino, a cidade litorânea de Sihanukville, no sul do país.

O avião, pilotado por um russo, tinha decolado de Siem Reap, no norte do Camboja, o principal destino turístico do país devido aos templos de Angkor, legado do antigo império Khmer e declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.