Chávez critica EUA e afirma que comprar armas não é sua prioridade
Agência EFE
MOSCOU - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou nesta quinta-feira que o 'imperialismo americano' pode acabar com o mundo e assegurou que a compra de armas não é sua prioridade em Moscou.
- Ou quebramos o imperialismo americano ou o imperialismo americano quebra definitivamente o mundo, afirmou Chávez ao inaugurar o centro cultural latino-americano Simón Bolívar na sede da Biblioteca Estadual de Literatura Estrangeira Rudomino.
Em seu discurso, Chávez negou que tenha viajado à Rússia só para comprar armas e elogiou o presidente russo, Vladimir Putin, por denunciar as tentativas dos Estados Unidos de ditar os destinos do mundo.
O primeiro ato oficial de Chávez na Rússia foi presidido pelo prefeito de Moscou, Yuri Luzhkov.
- Não pode haver no globo terráqueo o mundo unipolar que um país quer nos impor, que deseja atribuir-se o direito de ditar sua visão e modo de vida (...), que deseja implantar sua cultura de Hollywood, afirmou Luzhkov antes de conceder a palavra ao presidente venezuelano.
As declarações do prefeito foram aproveitadas por Chávez em seu discurso.
- Ouvir a palavra no centro da verdade é um poderoso incentivo aos que lutam por um mundo de iguais, por um mundo de paz, onde reine o respeito à vida, à soberania dos povos, à verdadeira liberdade, não a liberdade de Super-Homem, afirmou.
