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Al-Maliki alerta sobre ação da Al Qaeda em outros países

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REUTERS

BAGDÁ - O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, afirmou nesta quinta-feira, segundo seu gabinete, que o interrogatório de membros da Al Qaeda capturados no Iraque tinha mostrado que o grupo sunita planejava realizar atentados em vários países.

Maliki deu as declarações em um discurso diante de autoridades da área de combate ao terrorismo reunidas em Bagdá, disse um comunicado do gabinete do premiê.

- O primeiro-ministro advertiu sobre o plano amplo e perigoso elaborado pela organização terrorista Al Qaeda com o intuito de atacar vários países que enfrentam problemas religiosos e sectários. As confissões feitas por membros da Al Qaeda capturados no Iraque revelaram um plano cujo objetivo é provocar pânico e insegurança nesses países - afirmou o comunicado, que não identificou quais países correm risco.

O premiê afirmou que a Al Qaeda no Iraque 'está cercada e sofrendo golpes fatais' e que o grupo estaria tentando 'enviar seus membros para países nos quais poderia facilmente penetrar e nos quais abriria novas frentes de batalha'.

A rede mundial possui uma forte presença no território iraquiano e os EUA a acusam de tentar mergulhar o país árabe em uma guerra civil declarada na qual se enfrentariam a maioria xiita e a minoria sunita.

Dezenas de milhares de soldados norte-americanos e iraquianos participam atualmente de uma ofensiva contra o grupo, tendo como meta acabar com o aparato responsável pela realização dos atentados com carro-bomba atribuídos à rede.

Oficiais das Forças Armadas dos EUA dizem que militantes estrangeiros, vindos principalmente de outros países árabes, são os líderes da Al Qaeda no Iraque.