Julgamento de Charles Taylor em Haia será retomado na 2a-feira
REUTERS
AMSTERDÃ - O julgamento de crimes de guerra do ex-presidente da Libéria Charles Taylor será retomado em Haia na segunda-feira, sem indicação clara sobre se o acusado participará depois de ter boicotado a abertura há três semanas.
Taylor, que é acusado de instigar assassinato, estupro e mutilação durante a guerra civil de Serra Leoa, disse no começo do processo que o julgamento não será justo.
Promotores fizeram suas declarações de abertura mesmo sem a presença de Taylor e devem apresentar na segunda-feira evidências, mesmo que o acusado novamente não participe.
No julgamento de abertura, Taylor explicou o boicote em uma carta lida para o tribunal por seu advogado, que em seguida se retirou, dizendo que seu cliente quer representar a si mesmo.
Promotores esperam que o julgamento encerre a impunidade a ditadores africanos, bem como envie um sinal de que a justiça internacional pode operar de forma eficiente e justa.
Entretanto, alguns observadores temem que Taylor esteja tentando atrapalhar o processo.
Taylor se declarou inocente das 11 acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, relacionados à guerra civil de 1991-2002 que matou em torno de 50.000 pessoas.
