Bombardeio deixou mais de 30 mortos no Paquistão, segundo denúncias
Agência EFE
LAHORE (PAQUISTÃO) - Mais de trinta pessoas morreram e cerca de 60 ficaram feridas em bombardeios aéreos da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra várias zonas do Waziristão, uma região do Paquistão fronteiriça com o Afeganistão, informaram neste sábado vários dirigentes locais. A princípio, a Polícia do Waziristão do Norte tinha informado sobre a morte de oito pessoas e quatro feridos esta madrugada devido a vários mísseis disparados a partir do Afeganistão, que atingiram um hotel no vale de Shawal, muito perto da fronteira.
No entanto, segundo as versões de dirigentes locais divulgadas pelo canal privado paquistanês 'Geo TV', aviões da coalizão sobrevoaram nesta sexta-feira à noite as regiões do Waziristão do Norte e do Sul, e bombardearam vários alvos. No vale de Shawal, segundo fontes locais, pelo menos doze pessoas morreram e trinta ficaram feridas devido ao ataque aéreo, que destruiu um hotel, pelo menos sete casas e vários veículos. Além disso, segundo as informações da 'Geo TV', pelo menos vinte pessoas morreram na região de Angor Adda, em Waziristão do Sul, devido aos bombardeios, que destruíram mais de quinze casas situadas em um raio de três quilômetros da fronteira afegã.
Mais de trinta pessoas foram internadas em um hospital local com ferimentos, acrescentou o canal. O bombardeio da zona não foi confirmado pelas autoridades paquistanesas, que mantêm a versão que o hotel do vale de Shawal foi alcançado por projéteis procedentes do Afeganistão. Segundo o porta-voz do Exército paquistanês, general Waheed Arshad, as forças da Coalizão e as milícias talibãs tiveram um intenso combate na parte afegã da fronteira na noite da sexta-feira e algumas bombas e foguetes atingiram o hotel na parte paquistanesa.
A Otan confirmou, em comunicado divulgado hoje, que houve combates no Afeganistão, perto da fronteira paquistanesa com fogo de artilharia e apoio aéreo, que matou 60 supostos talibãs.
