Blair comemora mudança britânica, do isolamento à liderança na UE
Agência EFE
LONDRES - O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, disse estar orgulhoso porque, nos seus 10 anos no poder, o Reino Unido passou de uma posição de completo isolamento na Europa à liderança dos principais avanços da União Européia.
Ao fim da sua última cúpula européia como primeiro-ministro do Reino Unido, Blair avaliou o papel do seu país em vários setores.
Ele destacou a reforma econômica e orçamentária, o processo de ampliação, a segurança energética e a luta contra a mudança climática, entre outros assuntos.
- O Reino Unido é agora considerado um ator construtivo - analisou.
Em entrevista coletiva ao fim do encontro, Blair considerou que o acordo fechado na última sexta-feira pelos 27 países-membros para a reforma institucional permitirá à UE superar a crise provocada pelo fracasso da Constituição. Com isso, o bloco poderá continuar avançando, e se concentrar nos temas que verdadeiramente importam.
Segundo o líder britânico, agora será possível discutir temas relevantes como a reforma econômica, a luta contra o crime, a inovação, a mudança climática e a segurança energética.
Na sua opinião, a determinação mostrada pelos líderes para chegar a um consenso, numa negociação que ficou obstruída várias vezes, é uma prova de sua vontade de fazer a UE avançar. Ele ressaltou que o Reino Unido atingiu todos os seus objetivos.
Assim, Blair destacou que um protocolo anexo deixa absolutamente claro que a Carta de Direitos Fundamentais da UE só será aplicada no Reino Unido dentro dos limites estabelecidos pela legislação britânica.
O primeiro-ministro também afirmou que a política externa e de segurança comum da UE não vai diminuir a influência britânica no exterior.
O dirigente britânico citou também a eliminação no futuro tratado do princípio de livre concorrência como um dos objetivos da UE, conforme a reivindicação francesa. O conceito, explicou, é objeto de um protocolo especial, que garante a base jurídica do mercado interno.
O seu sucessor na chefia do Governo britânico, o atual ministro das Finanças, Gordon Brown, apoiará completamente o acordo de reforma institucional da UE, previu.
