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Chávez diz que petrolíferas estrangeiras resistem a novo modelo

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Agência EFE

CARACAS - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, confirmou nesta sexta-feira que algumas empresas estrangeiras estão resistindo a aceitar o novo modelo de empresa mista estabelecido pela lei para continuar trabalhando na Faixa do Orinoco.

- Há empresas que não querem aceitar o modelo. Por isso mandei o ministro Rafael Ramírez dizer a elas que, se não quiserem aceitar, podem ir embora. Há muitas outras no mundo que querem trabalhar conosco na Faixa do Orinoco - disse o governante.

O prazo para a assinatura dos contratos das novas empresas mistas termina dia 26 de junho.

As negociações afetam as companhias americanas Chevron-Texaco e Exxonmobil, a britânica British Petroleum, a francesa Total e a norueguesa Statoil, cujas operações passaram para o controle da Petróleos de Venezuela SA (PDVSA) no dia 1 de maio. A estatal terá pelo menos 60% das ações nas novas empresas mistas.

Até agora, só a americana ConocoPhillips tinha rejeitado qualquer entendimento para se integrar com a PDVSA.

Chávez anunciou em janeiro a política de 'nacionalização', conforme a Lei de Hidrocarbonetos, aprovada após a Constituição de 1999, que exige que a PDVSA tenha controle acionário em todas as atividades petrolíferas.

No dia 1 de maio o Estado tomou o controle dos campos petrolíferos da Faixa do Orinoco.

A PDVSA anunciou em maio que os campos na Faixa produziram cerca de 482 mil barris diários de petróleo sintético, de uma capacidade total em torno dos 600 mil.

Desde agosto de 2006, estatais petrolíferas de vários países, entre eles Brasil, Argentina, China, Índia e Irã, trabalham para certificar, em 2008, que a Faixa tem 235 bilhões de barris de petróleo utilizáveis. Com a certificação, as reservas provadas da Venezuela serão, segundo os analistas, de 316 bilhões de barris, superando assim a Arábia Saudita, atual líder mundial.