Novo instituto tentará promover a democracia no mundo árabe
Agência EFE
DOHA - O Instituto Árabe para a Democracia (IAD) foi criado no Catar para trabalhar pela propagação e aprofundamento da cultura da reforma e democracia nos países árabes, informou nesta quarta-feira a imprensa do país.
O anúncio da criação do órgão foi feito pela mulher do emir do Catar, Moza bint Nasser, na última terça-feira, em Doha, no II Fórum para a Democracia e o Desenvolvimento. O simósio foi encerrado após três dias de debates entre 500 especialistas e representantes de ONGs e partidos políticos.
Segundo a agência QNA, a primeira-dama do Catar fez um apelo aos Governos árabes para que eliminem os problemas que impedem as atividades das organizações da sociedade civil, já que elas são os mais importantes instrumentos do avanço rumo à democracia.
Os participantes do fórum de Doha pediram, em comunicado, que os Governos árabes permitam uma ampla participação popular na vida política e concedam um maior papel aos jovens.
O fórum para a Democracia e o Desenvolvimento, o segundo no Catar, também defendeu os direitos humanos e a liberdade e independência ao Poder Judiciário.
O comunicado considera que a reforma democrática é um assunto interno, e a sua construção deve ter a participação de todas as instituições governamentais e não-governamentais.
- A reforma deve atender aos desejos dos povos árabes de desenvolvimento, paz, segurança econômica e social e respeito aos direitos humanos - acrescenta o texto.
O fórum de Doha discutiu, além disso, questões relacionadas com a liberdade de imprensa, o diálogo entre civilizações, os movimentos democráticos e a luta antiterrorista. Além disso, abordou a situação dos movimentos de oposição nos países árabes.
Entre os participantes estiveram os ex-presidentes Ali Weld Mohamad Fal, da Mauritânia, e Suar al-Zahab, do Sudão, os únicos governantes do mundo árabe que deixaram a Presidência de seus países após eleições democráticas.
