Índia: um dos autores dos atentados de 1993 pega prisão perpétua
Agência EFE
NOAVA DÉLHI - Um dos principais responsáveis pelos atentados terroristas de Mumbai, que causaram 157 mortos em 1993, se livrou nesta quarta-feira da pena de morte por sua idade avançada - 83 anos - e foi condenado a prisão perpétua.
O tribunal especial criado para julgar o caso condenou Dawood Phanse por se reunir em Dubai e planejar os atentados com o foragido Dawood Ibrahim, considerado o mentor dos ataques, informou a agência de notícias 'PTI'.
- Considerando sua idade, não vou condenar Phanse à morte, mas a prisão perpétua - explicou o juiz.
Ele o sentenciou por transportar explosivos que serviram para realizar os atentados e deu a mesma punição a Muzammil Katri por transporte e posse de armas.
Os outros oito réus receberam hoje penas de entre cinco e dez anos de prisão. Dos cem processados, mais de 40 já foram condenados desde 18 de maio.
Um deles foi o rajá de Tonk, Ahmed Shah Khan Durrani, culpado por esconder alguns dos acusados em seu palácio (no noroeste da Índia). O príncipe enfrentará uma pena de cinco anos de prisão e pagará uma multa de 25 mil rúpias (¬ 457 euros).
Nenhum dos acusados foi condenado a pena de morte.
Um subinspetor de Polícia foi o primeiro condenado a prisão perpétua pelo tribunal em 22 de maio. O tribunal especial de Mumbai começou o julgamento há 14 anos, um dos mais longos e complexos da história recente da Índia.
Em 12 de março de 1993, 13 bombas seguidas explodiram em diferentes pontos estratégicos de Mumbai e causaram 257 mortos e cerca de mil feridos, em uma suposta vingança de um grupo muçulmano pelos milhares de mortos por extremistas hindus.
