EUA e Caribe preparam-se para enfrentar a forte temporada de furacões

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Agência EFE

MIAMI - Os Estados Unidos, o México e os países do Caribe atualizaram planos de emergência para enfrentar a forte temporada de furacões que começa oficialmente em 1º de junho e que, segundo as previsões, será muito intensa.

Os órgãos responsáveis pela prevenção de desastres garantem que treinaram funcionários e que contam com novas ferramentas de resposta rápida para salvar vidas.

O Governo dos EUA afirma que aprendeu as lições do furacão "Katrina', que devastou Nova Orleans em 2005, e aprimorou os procedimentos de reação imediata.

- Esperamos o melhor, mas nos preparamos para o pior. Estamos trabalhando muito com os Governos locais e estaduais para revisar cuidadosamente os planos de emergência e de evacuação, disse Michael Chertoff, secretário de Segurança Nacional americano.

A temporada de furacões no Atlântico termina em 30 de novembro. Os meteorologistas previram a formação de 13 a 17 tempestades tropicais, entre sete e dez furacões, dos quais cinco teriam ventos superiores a 178 km/h.

Washington encara a temporada com equipamentos de comunicações de última geração que podem ser ativados remotamente com muita rapidez, além de equipamentos de vídeo para supervisionar a situação em tempo real nas regiões atingidas pelas tempestades, acrescentou Chertoff.

Nesta temporada, os americanos que moram em áreas vulneráveis aos furacões serão beneficiados com dois anos de investimento em recursos substanciais e uma grande preparação.

A Flórida, uma das principais rotas dos furacões, também está preparada. A principal empresa de eletricidade do estado reforçou seus sistemas para evitar uma longa interrupção da energia elétrica caso um furacão atinja a região.

Os funcionários especializados em desastres naturais da Flórida estão fortemente preparados e têm um grande planejamento que 'nenhum outro estado possui', afirmou o governador Charlie Crist.

Entre as medidas adotadas pelos estados está uma lei que exige a instalação de geradores em 254 postos de gasolinas localizados nas rotas de fuga, para oferecerem um fornecimento rápido de combustível, alimentos, água e gelo.

Na Flórida, a maior companhia de eletricidade, Florida Power & Light (FPL), deu início a um programa de 10 anos para fortalecer seus postes com o objetivo de torná-los resistentes a furacões de alta intensidade.

A FPL está pronta para atender aos chamados 'circuitos críticos', como hospitais, a Polícia e os bombeiros, no caso de um furacão atingir o estado, disse a empresa.

Cuba também possui um eficiente programa de evacuação, segundo especialistas. O país recentemente testou seus planos de contingência, que incluíram manobras de despejo de pessoas em zonas vulneráveis às inundações, operações de resgate e outras medidas de proteção à comunidade.

A Federação Internacional da Cruz Vermelha e suas associadas na América Central e no Caribe possuem, pela primeira vez, um plano regional de contingência e resposta.

Já o México é protegido por um Sistema de Alarme Antecipado (SAT) para ciclones tropicais e por um Fundo de Desastres Naturais (Fonden), de US$ 555 milhões.

Em Cancún, no leste do país, as autoridades estaduais pretendem criar uma base de dados dos turistas que permitirá conhecer o local onde estes se encontram em caso de uma emergência.

Independentemente dos planos governamentais, os cidadãos devem adotar suas próprias medidas cautelares, recomendaram os especialistas em desastres naturais.

David Paulison, diretor da Administração Federal de Emergência (Fema), sugeriu que as pessoas tenham um plano de emergência, com alimentos, água, lanternas, baterias e remédios para vários dias.

- É nossa responsabilidade como Governo federal estar prontos e também dos Governos estaduais e locais. Mas os cidadãos devem estar preparados para estas tempestades, disse.

O Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA, com sede em Miami, recomenda que os cidadãos tenham um plano familiar para casos de emergência, com provisões, um local previamente escolhido para onde deverão ir em caso de emergência, e proteger a casa e propriedade.

- A preparação por meio da educação custa menos que a aprendizagem por meio de uma tragédia, aconselhou Bill Proenza, diretor do NHC.