Diretor da Globovisión diz que vai morrer lutando

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Agência EFE

COLÔMBIA - Alberto Ravell, diretor da rede venezuelana Globovisión, afirmou na última terça-feira que está disposto a morrer lutando e que não vai mudar sua linha editorial para agradar ao Governo do presidente Hugo Chávez.

- Nós não estamos com medo. Continuamos aqui. Se houver um fechamento temporário ou definitivo, estaremos esperando - disse Ravell em declarações ao canal de TV privado colombiano RCN.

O diretor da Globovisión comentou a decisão do Governo de Chávez de denunciar a sua rede à promotoria pelo suposto delito de instigação ao crime.

Segundo Ravell - Chávez está nervoso, porque não se saiu bem do fechamento da Radio Caracas Televisión (RCTV) - que está fora de antena desde domingo.

O diretor da Globovisión afirmou que 80% dos venezuelanos rejeitaram a não renovação da concessão da RCTV, decisão que também não foi aceita pela comunidade internacional. Ele opinou ainda que a programação do novo canal deixa muito que desejar.

- É uma programação triste, dos anos 50, parece a televisão cubana - avaliou.

Para o executivo, a comunidade internacional está atenta a Chpavez. - É um absurdo ele nos acusar de magnicídio por uma imagem divulgada com uma canção de Rubén Blades, sem qualquer relação - disse Ravell.

A emissora apresentou um vídeo com imagens do atentado de 1981 contra o Papa João Paulo II e o som de uma canção do panamenho Blades, que diz tenham fé, que isto não acaba aqui.