Blair será nomeado chefe supremo em Serra Leoa por fim da guerra civil
Agência EFE
LONDRES - O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, chegou nesta quarta-feira a Serra Leoa, onde será nomeado 'chefe supremo'
em reconhecimento ao papel do Reino Unido para pôr fim à guerra civil que assolou a antiga colônia britânica.
Serra Leoa é a segunda escala da viagem de despedida do líder trabalhista pela África, antes de deixar o Governo em 27 de junho.
Blair será reconhecido 'chefe supremo' em cerimônia no município de Mahera, com a participação da esposa, Cherie.
O Reino Unido enviou tropas para Serra Leoa em 2000, em uma das operações militares mais bem-sucedidas do Governo Blair e considerada por analistas, junto à guerra do Kosovo, como o começo de uma política de 'intervencionismo humanitário'.
Para salvar o país africano do caos trazido por uma longa guerra civil, Blair teve que vencer o ceticismo dos conservadores britânicos e do próprio presidente americano Bill Clinton, após uma frustrada intervenção das Forças Armadas dos Estados Unidos na Somália.
Durante a estadia na antiga colônia britânica, o primeiro-ministro se reunirá com o presidente de Serra Leoa, Ahmad Teçam Kabbah, e com a presidente da vizinha Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf.
Blair chegou a Serra Leoa vindo da Líbia, onde se reuniu na terça-feira com o presidente Muammar Kadafi. Os dois reforçaram a cooperação bilateral em matéria de luta antiterrorista, defesa e comércio.
O último destino da viagem é a África do Sul, onde Blair estará na quinta-feira e sexta-feira.
O primeiro-ministro do Reino Unido manterá conversas com o presidente Thabo Mbeki, e pronunciará um discurso no qual insistirá na necessidade da paz da boa gestão para melhorar a vida dos cidadãos do continente, castigado por conflitos étnicos e desastres naturais.
Dois assuntos centrais da agenda de Blair na viagem são a crise humanitária na província sudanesa de Darfur e a mudança climática, segundo fontes oficiais.
Os analistas afirmam que 250 milhões de africanos poderiam sofrer as conseqüências desastrosas da escassez de água na África até 2020, provocadas pelo aquecimento da Terra.
