Americano convertido ao Islã ameaça atentados piores que o 11/9
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DUBAI - Os Estados Unidos vão enfrentar ataques piores que os de 11 de setembro de 2001 caso não cedam às exigências da Al-Qaeda que na prática dariam ao grupo o controle sobre países islâmicos, disse um extremista americano em vídeo divulgado na noite de terça-feira.
Adam Gadahn, um ex-surfista californiano convertido ao Islã, primeiro americano acusado de traição desde a época da Segunda Guerra Mundial, apareceu em um vídeo divulgado pela internet. Usava uma túnica e um turbante, e supostamente está no Paquistão.
- Seu fracasso em atender às nossas exigências significa que você e sua gente vão, se Alá quiser, experimentar coisas que lhes farão esquecer os horrores do 11 de Setembro - disse um barbudo Gadahn, dirigindo-se ao presidente George W. Bush.
- Este não é um chamado para negociações. Não vamos negociar com assassinos de bebês e criminosos de guerra como você - disse Gadahn.
- Você passará à história não só como um presidente que envolveu sua nação numa série de conflitos impossíveis de ganhar e sangrentos no mundo islâmico, mas como o presidente que colocou os Estados Unidos em sua marcha para a morte.
Listando as exigências da Al-Qaeda, Gadahn disse:
- Retire até o último dos seus soldados de cada terra muçulmana; se um só soldado ou espião dos EUA permanecer em solo islâmico, isso será considerado justificativa suficiente para que continuemos nossa jihad defensiva contra sua nação e sua gente.
Gadahn exigiu que os EUA suspendam todo apoio "moral, militar, econômico ou outro ao Estado bastardo de Israel e proíbam seus cidadãos de viajarem à Palestina ocupada ou se estabelecerem ali".
Segundo ele, não basta aos EUA apenas deixarem o Iraque.
- As coisas não estão indo tão bem para sua coalizão cruzada - disse Gadahn sobre as forças lideradas pelos norte-americanos no Iraque e Afeganistão.
- Vamos continuar atacando duro neste ano, no ano que vem, no ano seguinte e assim por diante, até que o último cruzado vá para casa, ou agitando uma bandeira branca ou deitado num caixão coberto por bandeira - disse o militante.
Gadahn pode ser condenado à morte por traição. No ano passado, o indiciamento a um júri federal na Califórnia o acusava de fazer uma série de vídeos de propaganda para a Al-Qaeda.
O FBI tenta interrogar Gadahn desde maio de 2004, e o governo dos EUA ofereceu até 1 milhão de dólares por informações que levem à sua prisão.
Gadahn, oriundo de uma família judaico-cristã, se converteu ao Islã quando tinha 17 anos, e anos depois se mudou para o Paquistão. Batizado como Adam Peralman, ele cresceu numa fazenda de criação de cabras nos arredores de Los Angeles.
