Três soldados bolivianos desaparecem após combate com camponeses
Agência EFE
LA PAZ - Três soldados bolivianos estão desaparecidos e outros foram feridos após uma emboscada perto de um parque natural em que o Exército entrou para tentar despejar um grupo de camponeses que ocupa ilegalmente a região.
O ministro da Defesa, Wálker San Miguel, afirmou nesta terça-feira, em entrevista coletiva, que uma patrulha de 23 soldados e um civil do Batalhão de Polícia Militar foi cercada por 300 homens, na entrada do Parque Nacional Madidi, uma das áreas de maior biodiversidade do mundo.
Segundo o ministro, alguns militares foram tomados como refém durante várias horas e espancados. O civil Efraín Pantoja se encontra em estado grave, por ter sofrido um golpe na cabeça.
- Um sargento e oito soldados escaparam do cerco, mas três soldados se encontram ainda desaparecidos - disse.
San Miguel explicou que o ônibus dos militares foi queimado, uma caminhonete foi lançada num barranco e, além disso, os agressores tiraram deles uma pistola, seis escopetas, sete lança-granadas, sete fuzis e equipamentos como capacetes e coletes de segurança.
O ministro disse que os incidentes foram de extrema violência e, aparentemente, incentivados por contrabandistas de madeira e quem sabe, até por narcotraficantes. Para ele, o confronto atrapalha a atitude de diálogo do Executivo.
O conflito foi provocado pela ocupação de terras do Madidi, no departamento de La Paz, na fronteira com o Peru.
Em comunicado, as organizações da província Franz Tamayo, onde se encontra uma parte do parque, denunciaram que os agentes arrasaram várias casas e comunidades da região. O documento, assinado por mais de 20 dirigentes, insiste em seu pedido de anulação das resoluções que outorgaram terras a uma organização indígena.
