Seqüestradores ameaçam manter Shalit em cativeiro 'durante anos'
Agência EFE
JERUSALÉM - A milícia das Brigadas de Saladino, um dos grupos que em junho de 2006 seqüestraram o soldado israelense Gilad Shalit, ameaçou nesta terça-feira manter o militar em cativeiro 'durante anos', até forçar sua troca por prisioneiros palestinos.
- A resistência palestina está preparada para manter o cativeiro durante anos e a ocupação israelense não será capaz de seguir seu rastro, garantiu o porta-voz do braço armado dos Comitês Populares da Resistência (CRP), Abu Mujahid, à agência palestina 'Ma'an'.
Mujahid ressaltou que 'não haverá concessões no caso Shalit'. Ele acusou Israel de 'tentar a cada dia fabricar notícias sobre ele, numa tentativa de descobrir alguma coisa' sobre o militar.
Gilad Shalit foi seqüestrado no dia 25 de junho do ano passado pelas Brigadas de Saladino, pelo braço armado do Hamas e pelo até então desconhecido Exército Islâmico.
Israel, acrescentou, 'tem obstruído todos os esforços para libertar Shalit e fazer uma troca de prisioneiros'. O Hamas apresentou em abril uma lista de cerca de 1.300 palestinos presos em Israel, mas o Governo de Ehud Olmert rejeitou o intercâmbio.
Shalit foi capturado quando estava junto a uma base militar próxima à fronteira com a Faixa de Gaza. Os milicianos conseguiram chegar ao local cavando um túnel.
