Conselho do Banco Mundial espera mais candidatos à Presidência
Agência EFE
WASHINGTON - O Conselho Executivo do Banco Mundial (BM) desafiou nesta terça-feira uma longa tradição, ao anunciar que espera receber candidatos de outras nacionalidades, além do apresentado pelos Estados Unidos, para presidir a instituição.
- O Conselho espera receber indicações até 15 de junho e completar o processo de seleção do presidente do Banco em 30 de junho - diz um comunicado divulgado nesta terça-feira pelo órgão.
O Conselho é integrado por 24 diretores executivos, que representam os 185 países-membros. - Qualquer diretor-executivo pode indicar nomes - informou o Conselho em comunicado, acrescentando que o diretor-executivo americano confirmou que seu país indicará um candidato.
O presidente dos EUA, George W. Bush, deve propor na próxima quarta-feira o ex-representante comercial americano, Robert Zoellick, para substituir o atual presidente do BM, Paul Wolfowitz, que deixará o cargo em 30 de junho.
A escolha se segue a uma série de intensos contatos do secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, com seus colegas do G7, o grupo dos sete países mais desenvolvidos do mundo.
Um alto funcionário americano informou nesta terça-feira que em seus contatos Paulson tinha obtido respostas positivas ao mencionar o nome de Zoellick, de 53 anos, que durante o primeiro mandato de Bush ocupou o cargo de representante comercial americano e contribuiu para lançar a rodada de Doha de negociações comerciais.
É provável que o candidato americano seja o sucessor de Wolfowitz. Mas o Conselho Executivo quer, com o comunicado divulgado hoje, introduzir transparência no processo. Além disso, questiona de forma aberta uma tradição que, para numerosos críticos, deve acabar.
A Casa Branca elegeu todos os presidentes do BM desde sua fundação, no fim da Segunda Guerra Mundial. Por um acordo de cavalheiros, a direção do Fundo Monetário Internacional (FMI) fica sempre nas mãos de um europeu.
Os EUA são o principal acionista do BM, com 16,4% dos votos. É o suficiente para bloquear qualquer medida de peso, que precisa de 85% do respaldo do Conselho.
Mesmo assim, o Conselho Executivo, encarregado em última instância de aprovar o presidente, afirmou que vai seguir certas regras no processo.
- À medida que o processo avança, o Conselho espera intensas consultas formais e informais com os diretores executivos sobre os potenciais candidatos - diz o comunicado.
Por enquanto nenhum outro país mostrou intenções de nomear um candidato para a Presidência do BM.
