Castro retomará tarefas moderadamente, diz líder da Assembléia
Agência EFE
CUBA - O presidente da Assembléia Nacional do Poder Popular de Cuba, Ricardo Alarcón, disse na última segunda-feira que o presidente cubano, Fidel Castro, voltará a exercer suas tarefas de um modo que possa garantir que ele fique mais tempo à frente de suas responsabilidades com o país e o mundo.
- Castro continuará tendo grandes responsabilidades, como presidente de Cuba - disse Alarcón numa entrevista em Havana ao Canal RCN da televisão colombiana.
Mas esclareceu que espera que o governante de seu país exerça essas funções de um modo que seja mais congruente com o que é mais importante para ele e para Cuba, que é preservar, garantir que ele passe mais tempo assumindo responsabilidades muito importantes para todo o mundo.
- Não aconselharia que ele voltasse a fazer três ou quatro discursos por dia, nem percorresse centenas de quilômetros - acrescentou Alarcón. E sugeriu que Castro faça seu trabalho um pouco mais pausadamente, como está fazendo agora.
- Não é o caso de voltar, porque ele nunca saiu - afirmou o presidente do Legislativo ao comentar os problemas de saúde que o líder cubano enfrenta desde julho do ano passado, quando delegou as funções presidenciais ao seu irmão, Raúl Castro.
Alarcón disse que o Governo de seu país precisou guardar com muito cuidado as notícias relacionadas com o estado de saúde de Castro. Segundo ele, o presidente já se recuperou muito, está muito bem em sua evolução, e acompanhando o que acontece no mundo e em Cuba, passo a passo.
Alarcón disse que a Cuba após Castro e sua geração será plenamente independente, com cubanos do futuro empenhados em desenvolver, fortalecer, melhorar constantemente uma sociedade baseada em solidariedade, numa ética da solidariedade e igualdade dos seres humanos, um com características próprias.
- Não haverá uma ruptura drástica entre uma geração que desaparece e outra nova. Tivemos a sorte de resistir com sucesso, sobrevivendo por quase meio século - previu Alarcón.
O presidente da Assembléia Nacional cubana também comentou a recente libertação nos Estados Unidos do anticastrista Luis Posada Carriles, acusado de terrorismo em Cuba e na Venezuela.
Para ele, Washington tem interesse em proteger o cubano naturalizado venezuelano porque deve saber muitas coisas do presidente George W. Bush e de seu pai (o ex-governante George Bush).
- Se esse homem for julgado, inevitavelmente lançará luz sobre a política e os crimes dos Estados Unidos - disse.
- Isso, logicamente, eles vão tentar evitar a todo custo - afirmou Alarcón.
