Afeganistão: Justiça encerra caso contra soldados acusados de tortura

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Agência EFE

BERLIM - A Promotoria de Tübingen encerrou nesta terça-feira, por falta de provas, o sumário aberto contra dois soldados alemães por supostas torturas cometidas no Afeganistão contra o cidadão turco Murat Kurnaz, que depois passou quatro anos detido na base americana de Guantánamo.

O procurador-geral encarregado do caso, Walter Vollmer, explicou que a investigação foi encerrada por falta de provas determinantes, "apesar de continuar existindo a suspeita' contra os soldados.

Vollmer afirmou que o depoimento de Kurnaz foi 'crível' e "diferenciado' e acrescentou que o turco, de 25 anos, não mostrou em nenhum momento vontade de acusar alguém.

Os dois militares, pertencentes aos comandos especiais do Exército Federal, tinham sido acusados por Kurnaz de bater nele e chutá-lo quando estava detido em um acampamento de prisioneiros das forças ocidentais no Afeganistão, em janeiro de 2002.

A localização dos suspeitos foi possível depois que as autoridades mostraram a Kurnaz as fotografias de 45 soldados alemães, entre elas as de 14 membros dos comandos especiais, para que identificasse quem o tinha maltratado.

Murat Kurnaz foi detido no final de 2001 no Paquistão, depois foi levado ao Afeganistão, e dali a Guantánamo, onde permaneceu quatro anos até ser libertado, em agosto de 2006.